Como gestor de um segmento no qual a única constância é a incerteza e cada movimento pode ser um passo rumo ao sucesso ou à adversidade, o gerenciamento de risco é, portanto, a linha de defesa, a estratégia que molda o curso da indústria.
À vista disso, neste artigo, vamos explorar o que é gerenciamento de risco e as 5 etapas que compõem esse processo. Por isso, continue a leitura e entenda tudo sobre o tema!
O Que é Gerenciamento de Risco?
Em um ambiente industrial, o risco, a incerteza e a probabilidade de eventos adversos podem afetar negativamente os objetivos e as operações industriais. Esses eventos podem variar desde falhas em equipamentos e em processos até problemas na cadeia de suprimentos e nas flutuações de mercado.
Sendo assim, o gerenciamento de risco é o processo organizado e estratégico de identificar, avaliar e controlar os riscos que uma indústria pode enfrentar. Dessa maneira, o objetivo desse processo é reduzir as incertezas, prevenir perdas financeiras, atrasos na produção e outros impactos negativos, ao mesmo tempo que identifica oportunidades que possam ser exploradas.
Mas qual a diferença entre análise e gerenciamento de risco? Veja mais sobre isso no tópico a seguir.
Diferença entre Análise e Gerenciamento de Risco
Embora muitas vezes usados como sinônimos, os dois termos têm significados distintos:
| Análise de Risco | Gerenciamento de Risco |
| Foco na identificação e avaliação dos riscos. | Engloba todo o ciclo: identificação, avaliação, tratamento, controle e monitoramento. |
| Usada para entender a natureza do risco. | Usada para tomar decisões e implementar ações de controle. |
| Geralmente é parte de um projeto ou etapa específica. | Processo contínuo, aplicado a toda a organização. |
Ou seja, a análise é uma etapa dentro do gerenciamento. Sozinha, ela não reduz riscos — é a aplicação prática (o gerenciamento) que traz resultados concretos.
Agora que você entende a importância e a diferença entre análise e gerenciamento de risco, vamos mergulhar nas cinco etapas essenciais desse processo.
As 5 Etapas do Gerenciamento de Risco

O gerenciamento de risco é um processo dinâmico e fundamental para proteger a produção, a qualidade e a saúde financeira da indústria.
Dessa forma, um gerenciamento eficaz baseia-se em 5 etapas fundamentais, recomendadas por normas como a ISO 31000 e amplamente aplicadas na indústria. Vamos ver cada uma delas a seguir para você também aplicar na sua indústria.
1. Identificação de riscos
A primeira etapa do gerenciamento de risco na indústria é a identificação de riscos específicos do setor. Isso envolve a criação de uma lista abrangente de todos os riscos potenciais que podem afetar a produção, a qualidade, a segurança e outros aspectos industriais, tais como:
- Falhas de máquinas e equipamentos;
- Acidentes de trabalho;
- Vazamentos de substâncias perigosas;
- Interrupções no fornecimento de insumos;
- Riscos regulatórios e ambientais.
Desse modo, a identificação de riscos é o ponto de partida para lidar com eles de forma eficaz. Ferramentas como brainstormings, entrevistas com especialistas, inspeções técnicas e análise de dados históricos são usadas para identificar riscos de forma ampla e sistemática.
2. Avaliação de riscos
Após a identificação dos riscos específicos da indústria, a próxima etapa envolve a avaliação de sua probabilidade de ocorrência e do seu potencial impacto negativo sobre os processos. Essa etapa permite que a gestão priorize esses riscos com base em sua gravidade e probabilidade, o que é fundamental para a alocação eficiente de recursos.
Para isso, são utilizadas ferramentas como:
- Matriz de Risco (probabilidade x impacto);
- FMEA (Análise de Modos de Falha e Efeitos);
- HAZOP (Estudo de Perigos e Operabilidade), entre outros.
Assim, com a avaliação completa, os riscos são priorizados, definindo quais necessitam atenção imediata.
3. Estratégias de mitigação
As estratégias de mitigação de risco envolvem a criação de planos e ações específicas para reduzir a probabilidade de ocorrência ou minimizar o impacto dos riscos identificados anteriormente.
Ademais, as estratégias de mitigação podem variar desde a implementação da manutenção preventiva de equipamentos até a diversificação de fornecedores para reduzir a exposição a riscos de cadeia de suprimentos.
Essa etapa, contudo, exige a colaboração entre os setores, a análise de custos, a definição de responsáveis e de prazos claros. Dessa forma, o plano precisa ser realista, eficaz e alinhado às políticas da empresa.
4. Implementação de controles
A implementação das estratégias de mitigação é uma etapa crucial do gerenciamento de risco na indústria.Isso pode envolver a melhoria de processos, o treinamento da equipe, investimentos em tecnologia e a supervisão rigorosa da cadeia de suprimentos.
A etapa de implementação deve ser monitorada de perto para garantir que as ações tenham efeito e não gerem novos riscos.
5. Monitoramento contínuo
Por fim, a última etapa do gerenciamento de risco não representa um fim, mas sim um processo em constante evolução. O monitoramento contínuo dos riscos é essencial para garantir que as estratégias de mitigação funcionem conforme o planejado.
Além disso, essa ação permite a adaptação a mudanças nas condições de negócios e a identificação de novos possíveis riscos. A revisão periódica e a melhoria contínua são partes integrantes do gerenciamento de risco eficaz na indústria.
Com as etapas bem compreendidas, é hora de entender como o gerenciamento de risco se conecta diretamente à legislação e às exigências regulamentares, como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Gerenciamento de Risco e o PGR
O PGR, exigido pela Norma Regulamentadora NR-01, é uma ferramenta obrigatória para empresas com riscos ocupacionais. Ele é uma aplicação prática do gerenciamento de riscos no contexto da saúde e segurança do trabalho.
O PGR exige que a empresa tenha:
- Um inventário de riscos (mapa completo dos riscos existentes);
- Um plano de ação com medidas de controle;
- Monitoramento contínuo e registro das ações.
Ou seja, o PGR se apoia diretamente nas 5 etapas do gerenciamento de risco, sendo um excelente exemplo de como a gestão sistemática pode ser aplicada de forma regulatória e estratégica.
Além do PGR, é essencial conhecer os métodos e ferramentas que tornam o gerenciamento de risco mais preciso e eficiente no dia a dia industrial.
Métodos e Ferramentas Utilizados na Indústria

A indústria possui métodos consagrados para apoiar cada etapa da gestão de riscos. Os principais são:
- Failure Modes and Effects Analysis (FMEA): identifica modos de falha em produtos ou processos e seus impactos, priorizando-os;
- Hazard and Operability Study (HAZOP): método colaborativo e estruturado, usado em processos químicos para avaliar perigos;
- Matriz de Risco: cruzamento entre probabilidade e impacto, usado para classificar riscos de forma visual e rápida;
- What-if e Checklist: abordagens simples e eficazes para identificar perigos em processos ou mudanças planejadas.
Essas ferramentas ajudam na padronização, rastreabilidade e transparência do processo de decisão.
Para potencializar ainda mais esses métodos, a tecnologia surge como uma grande aliada no gerenciamento moderno de riscos.
O Papel da Tecnologia na Gestão de Riscos
À medida que os processos industriais se tornam mais complexos, o uso da tecnologia se torna indispensável para uma gestão de riscos eficiente.
Soluções como o SGPlan, plataforma integrada de gestão industrial, oferecem funcionalidades como:
- Centralização do inventário de riscos e histórico de análises;
- Automação de planos de ação, prazos e responsáveis;
- Visualização de riscos por área, criticidade ou status;
- Emissão de relatórios e indicadores para auditorias;
- Integração com outros sistemas (EHS, manutenção, produção).
Com tecnologia, é possível transformar um processo antes manual e fragmentado em um sistema inteligente, rastreável e proativo.
Como resultado de uma gestão estruturada e tecnológica, os benefícios são perceptíveis em toda a operação industrial.
Benefícios de um Gerenciamento de Risco Bem Estruturado
Implementar um sistema sólido de gerenciamento de riscos traz impactos positivos em todas as áreas da empresa:
- Mais segurança para pessoas, ativos e meio ambiente;
- Redução de custos com paradas, multas, retrabalhos e acidentes;
- Cumprimento de requisitos legais e normas técnicas;
- Maior confiabilidade operacional e produtividade;
- Agilidade na tomada de decisões estratégicas;
- Melhoria da imagem institucional e competitividade no mercado.
Em outras palavras: gerenciar riscos é investir na continuidade e no crescimento sustentável da operação.
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Dúvidas Frequentes
É o processo de identificar, avaliar e controlar riscos que podem afetar a produção, a segurança e os resultados de uma indústria.
As cinco etapas principais são: identificação, avaliação, mitigação, implementação de controles e monitoramento contínuo.
Ele previne falhas, reduz perdas financeiras, garante conformidade com normas e melhora a eficiência operacional.
A análise identifica e avalia riscos, enquanto o gerenciamento envolve todo o ciclo — da análise até o controle e monitoramento.
Plataformas digitais centralizam dados, automatizam ações e monitoram indicadores, tornando o processo mais ágil, seguro e eficiente.
Última atualização em 24 de December de 2025

